Uma poesia da inocência
Palavras-chave:
poesia, poesias brasileiras, leitura literáriaSinopse
O autor deste livro reflete sobre o que é a poesia. "O que é a poesia senão aquilo que junta pedaços de luzes que vêm dos céus? Pedaços de amor. Poesia é amor. A poesia é a cola, pedaço a pedaço, fragmento a fragmento, que une esses cristais multicoloridos, como quadros pendurados nessas imensas e pesadas paredes das catedrais. Ah! Arcobotantes. Sustentáculos do mundo. Poesia é catedral. Pedras e pedras aconchegadas pelo amor. Vitrais. Figurações que descem do sagrado e se derramam, e aquecem este chão cinzento e frio. Poesia é esse amor, calor que vai-se, impregnado nessas lajes. É essa transformação que vai e que vem com a luz esplendorosa do carro do sol. É esse debandar anunciador da noite, na voz dos sinos das Vésperas. Dam... Dalam... Dam... Dalam... Dam... Dalam... Fuga que, na imensa roda do cosmo, se projeta para os desvãos escuros por dentre esses enormes arcos ogivais, goticais. Amor é aquela pedra angular que está lá no alto e que sustenta esse todo. Ah! Amor é o que une os corpos e os espíritos. É esse imenso céu de silêncio feito pela arte. Beleza é amor. Amor é geração. É doação que nada pede de volta. É a dádiva da mão que dá. E êxtase de quem a recebe. Como poderia existir a poesia sem o amor? Sem esse dar-se de si para o outro?"
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